Meus Versos

“Sigo compondo meus versos desiguais,

Da minha vida, minha história,

Esses fatos tão reais.

Ou seriam apenas ilusões desleais?

À mim, meros trechos, ou verdades banais?

Algumas vezes descrevem minha solidão e temores,

Tão contraditoriamente descrevem também sobre meus amores,

Dos momentos em segredo ao lado de um amante,

Na eternidade de apenas um instante.

Meus pensamentos organizados em estrofes,

Nas rimas e versos que a mente os retém em posse.

Há tanta história para ser dita nessas linhas,

Daqueles que são próximos, desconhecidos ou minhas.

E essas palavras dispostas em sintonia,

Significam tudo que deveria ser dito, que eu não conseguiria.

E se você puder de alguma forma as entrelinhas interpretar,

Seria o suficiente para desvendar os segredos do meu olhar.”

by DUARTE, C.N.

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Ephemeral Infinity

“Eu podia pensar que sustentaria minha máscara
De vazio, indiferença e solidão.
Mentindo para mim mesma que dor já passara
E o amargo veneno, tomara meu coração.

Mas é de sutil ironia, como o destino nos surpreende;
Caminhando sob passos ávidos e observadores
Sob a cautela da minha mente e seus pudores,
Bastou um olhar para me levar ao desconhecido atraente.

Nos passos da dança, misturado ao ritmo envolvente,
O timbre da sua voz que eu esperava ouvir,
Suas mãos que deslizavam me segurando firmemente,
Os sorrisos que me faziam dali não desejar partir.

E nessa sintonia, pude enfim provar dos teus lábios gentis,
Junto aos meus, em movimentos quase febris,
Lentamente despertavam-me desejos,
Que eram acompanhados de provocações e cortejos.

E as efêmeras noites que estive contigo,
Em momentos de ternura ou de prazer,
Me fizeram enxergar a beleza de um breve infinito
Que eu jamais desejarei esquecer.

Pois contra tudo o que decidira lutar,
Você me fez novamente enxergar,
Que não importa o momento ou lugar,
Há certas pessoas, que valem a pena encontrar.

E cada vez que me lembrar do que sentia
Quando apreciava do doce mel que dos teus olhos irradia
Poderei em minhas lembranças acreditar ao certo,
De ainda que distante manterei você por perto.”

By Duarte, C.N.

 

Once Again

“Mais uma vez decidira partir,

Cansada das incertezas, dores e solidão

Que constantemente feriam-lhe o coração,

Buscava novos rumos no caminho que escolhera seguir.

Não sabia ao certo o encontraria pela frente,

Havia apenas a esperança que dessa vez seria diferente.

Ou será que as lembranças tornariam a sufocar?

Quando mais se deseja esquecer,

Memórias insistem em atormentar,

Travara uma luta entre Razão & Coração,

Ódio & repúdio, Amor & Reconciliação

Ego& Orgulho, Sinceridade &Saudade

Distância & partida, Volta & proximidade.

E a confusão de palavras, sentimentos e devaneios,

Seriam substituídos por um áspero receio.

Toda frieza e vazio Ela faria em seus olhos transparecer,

Para que ninguém ousasse tomar do veneno

Que em seu peito deveria permanecer.

E Embora o coração insistisse em contradizer,

Ela tentava em vão, à razão convencer.

Nas palavras repetidas a todo momento

Para provar sua liberdade em forma de defesa:

– Eu não pertenço a ninguém, se não a mim mesma.”

by Duarte, C.N. 

About all my secrets

“Ele chegara de forma silenciosa e inesperada,
Encoberto pelos segredos e experiências de sua jornada.
Trazia consigo a despedida e a esperança de superar,
Não tivera escolha, estava fadado a uma nova vida recomeçar.

Embora incerto dos caminhos que haveria de seguir,
Conquistara seu espaço e assim parecia mais fácil de prosseguir.
Porém no fundo, sentia saudades de pessoas e lugares,
E sabia que aqui poderia encontrar novas oportunidades.

Eis que um dia Ele chegara até mim,
Cativando-me com suas palavras, gestos e mistérios sem fim.
Alguns pensamentos que nunca consegui compreender,
Talvez desejasse Ele algumas lembranças esquecer.

Ainda que tivesse provado do toque do seu beijo,
Existiam outras coisas que aumentavam meu desejo.
Não falo sobre minutos passageiros e prazeres carnais,
Falo de sorrisos, olhares e momentos que juntos valeriam muito mais.

E em seu coração existiam sentimentos que Ele jamais ousaria mostrar,
Instigando-me na busca até que Eu consiga a estes desvendar.
Mas enquanto o tempo passar, continuo a me questionar:
– Será que no fim eu irei alcançar?
Quão breve esse fim haveria de tardar?…”

By Duarte, C. N. 

Confessions

“Dos mistérios do seu jeito de andar,
À desconfiança do seu olhar,
Cada vez que adentrava um lugar
Parecia querer na simplicidade se ocultar.

Talvez por nem todos fosse notado,
Mas eis que para alguém, ele chamara a atenção.
Seu sorriso, seu olhar, e cada expressão observada,
À Ela despertou-se inevitável atração.

Tentava em vão não ceder ao pedido de seus olhos
Em recaírem sobre aquelas formas, e cada atitude.
Mas o desejo proibido tornara-se constante,
E assim, tornava cada descuido um momento excitante.

Os dias passavam e a expectativa crescia constantemente
A influência daquela presença, que persistia em sua mente.
Tirava-lhe a concentração, fazendo a imaginação fluir.
Ela pensava em segredo, se um dia aquela boca iria possuir.

Por fim, o destino fora cruel, mas condizente.
Levaria ele para longe, mas não eternamente.
E à ela restaria apenas uma breve incógnita….
Haveria de um dia vê-lo novamente?”

By Duarte, C.N.

Our dirty little secrets

“Para Ela parecia outra noite vazia e indiferente,
Repleta de rostos, vozes, gestos e expressões
Que nem sempre lhe permitiam ficar contente.

Mas eis que o inesperado deveria de acontecer.
Andando solitária em busca de alguém,
Seus olhos cruzaram com aqueles que ela ansiava em rever,
O doce brilho carregando os segredos de outrem,
Nas palavras se fizeram transparecer.

Os sorrisos foram muitos, as idéias fluíam naturalmente
As lembranças, os sonhos, os receios divididos amigavelmente,
Uniram-se na alegria do momento que parecia ideal para a hora e lugar,
E Talvez por isso despertou-se desejos inevitáveis de se controlar.

Embora a razão insistisse em contradizer,
Cedeu ao instinto que ansiava pelo prazer.
Ao toque de cada beijo delicado contrário às mordidas constantes,
A tentativa de resistência, força e uma respiração ofegante.

Foram-se embora, ela ainda sabia seu verdadeiro lugar.
A responsabilidade ligada à moral que deveria sustentar.
Mas aquela noite não seria esquecida.
Nem mesmo quando houvesse a partida.
Por gestos tão simples que lhe permitiram ficar contente,
A cumplicidade ainda insistiria em tê-los novamente.
Uma vez que tantas coisas agora faziam sentido,
Restando momentos que um dia haveriam de ser revividos.”

By Duarte, C.N.

1/1/11

É início de uma nova manhã nas montanhas de prata….

“- Eu te desejo não parar tão cedo
pois toda idade tem prazer e medo
e com os que erram feio e bastante
que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar
Eu te desejo muitos amigos
mas que em um você possa confiar
e que tenha até inimigos
pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar…
Desejo que você ganhe dinheiro
pois é preciso viver também
e que você diga a ele pelo menos uma vez
quem é mesmo o dono de quem
Desejo que você tenha a quem amar…”

– isso não é apenas uma letra de música. São algumas  das coisas que poderia lhe desejar pra esse novo ano!

Happy New Year honey!.

Duarte, C.N.

 

Essas mulheres…

“Da pureza da criança que se alimenta no seio,
À menina que se distrai a cantar lá no meio,
Entre jardins e flores onde sua infância se estenderá,
Até que se torne uma moça qual beleza jovial despertará.

As mais belas rosas há de receber agora que já é grande,
De incontáveis secretos admiradores e amantes.
Com suas curvas belas, seus lábios vermelhos e os cabelos dançando ao vento
Atrai olhares, cortejos e desejos que não permitem o desatento.
Mas o corpo ainda intocado, puro e pulsante
Anseia à luxúria e a sedução vibrante.

Agora é dona da experiência, do controle de seus temores,
Prova da textura da boca e o sabor do corpo de seus sedutores amores.
Inteligente, sabe o que quer.
Não brinca em serviço, leva-os à loucura mostrando-se uma verdadeira Mulher.

Agora que se percebe como o tempo a consumiu
Pergunta-se onde se encontra toda a beleza que outrora se viu?
E através dos anos e lembranças, encontrará no seu olhar a resposta,
E em cada prazer oferecido que um dia lhe serviu, enquanto Ela era Vossa.”

Duarte, C.N.

Ela era assim…

“- Ela era assim, cheia de mistérios. Frase óbvia de fácil entendimento, mas das mais obscuras entrelinhas…” (Tafarelo, R.)

Perguntaram se de fato pertencia às obscuras entrelinhas, e sem pestanejar respondeu que sim, mas deu aberturas para novas especulações.  O que estivesse oculto nas sombras, haveria de ser descoberto por alguém, um dia. Então porque ousou mostrar os atalhos que lhe guiassem até lá? Estaria perdendo a razão, e abaixando suas defesas? Ou apenas provando de um sedutor risco que a levava mais perto de algo que desejara outrora? O que se ganharia ou perderia? Ninguém pode responder.  São escolhas que com freqüência ela fazia sem temer as conseqüências do depois. Ultimamente tem desejado tanto mais vida, que deixara seu lado piegas, pueril… Escolhera o diferente, atrativo, intenso, talvez insano, quase nunca procurado devido aos sentimentos que costumam causar. Mas de fato, ela estava cansada da indiferença, do intocável, o mudo- cego- surdo que enxergava ao redor. Ansiava quase que desesperadamente por mudanças, e ainda que tentasse fazê-las acontecer, era quase em vão. Não aprendera que nas entrelinhas estão as pistas para o que queres. De vez em sempre procurava ler as mesmas obtendo algumas esporádicas respostas aqui e ali. Nunca foram suficientes. Era uma espírito crítico e desassossegado vagando em busca do auto conhecimento… Ah sim… Embora fosse quase óbvio que conhecimento oculto se deve procurar eternamente, ela pensava em outras possibilidades:

“- E se não existissem entrelinhas? E se fosse apenas uma desculpa de quem não observou com profundidade aquilo que estava explícito?”

Ela pergunta-se quem seria capaz ou teria ousadia de fazê-lo?  Algum observador tão crítico quanto ela? Outro desassossegado? Um Semelhante,  ou alguém totalmente oposto? E então outro caminho se estende frente aos seus olhos. Um novo rumo, repleto de incertezas, inseguranças e riscos. Ninguém jamais dissera que as coisas são fáceis e simples, e aí que morava toda a diferença que ela precisara ver. Optou pelo que lhe pareceu melhor. Para os temerosos? O maior erro cometido. Para ela? Com suas garras, ferocidade, coragem e segurança interior, a maior certeza de Vida que ousaria alcançar. E arrisco dizer que ela não descansaria até que provasse e satisfizesse toda sua ânsia pelo belo e intenso… Mas que o significado… Bem, prefiro que permaneça nas famosas e intrigantes entrelinhas.

Duarte, C. N.

Se depois for nunca mais…

” Duvida que as estrelas sejam fogo Duvida que o sol se mova Duvida que a verdade seja mentira Mas não duvides jamais do meu amor…” (Hamlet, Shakespeare ) “

 ‘E’ e ‘se’ são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra. mas coloque-as juntas, lado a lado, e elas têm o poder de assombrá-la pelo resto de sua vida. ‘E se’… E se? E se? Não sei como sua história acabou. Mas se o que você sentia na época era amor verdadeiro, então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro então, por que não o seria agora?Você só precisa ter coragem para seguir seu coração. […] ” (Cartas para Julieta)

Duarte, C. N.

Autocritica

Textos fictícios de uma vida real. Sempre me critico com a mesma veemência que me idolatro. A autocritica já faz parte da minha vida.
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