Meu presente

Talvez tenha faltado um pouco mais de consideração minha com seu pedido naquele tempo, mas pensando bem acho que foi um pouco da correria daqueles últimos dias. E é verdade é também que eu estava feliz demais pra pensar direito. E acho que ainda melhor momento que aquele, é este. E não sei se teria um jeito melhor de mostrar o quanto estou feliz por ti, como escrevendo.

Gostaria de começar este teste agradecendo: obrigado, meu amigo! Obrigado por ter sido idiota o bastante pra cair naquela piada ainda mais idiota ainda, obrigado pelos conselhos durante todos estes anos, obrigado pela inspiração, obrigado por ser um dos primeiros (senão o primeiro) que acreditou de verdade em mim, obrigado pelos momentos e histórias ímpares que temos, mas obrigado acima de tudo pela amizade. E não por coincidência, nosso lema fala justamente disto: amizade.

Eram poucos os que me conheceram numa outra época (eu diria que quase uma outra vida) e acho que você foi o que mais conheceu. E seu jeito observador (caolho) ajudou bastante. Mas não era só isto, acho que desde aquela época eu sabia que podia contar contigo pro resto da minha vida. E sabia que sempre estaria ali pra você, seja o que o futuro guardasse pra gente.

Deve fazer mais de um ano que comecei a escrever este texto e se fosse te agradecer por cada momento, levaria mais alguns.. Mas hoje eu encontrei ele em meus rascunhos e vi que a vida será sempre o melhor texto que possa escrever. Então, vou finalizar o texto e continuar vivendo ao seu lado.

Além de te agradecer por tudo, de verdade, eu acho que devo muitas desculpas. Sei que sempre te feri com uma coisa em particular que é esse meu jeito reservado e fechado. Não é fácil e talvez nunca será para mim me abrir, me expor e dividir as minhas coisas. Mas tenho aprendido. Tirando as inúmeras outras coisas. É, eu realmente de devo muitas desculpas, meu caro.

Uma vez me disse que alguém te disse que somos parecidos. Eu me lembro de dizer que não achava, mas devo discordar de mim mesmo. Acho que eu sigo seus passos, porque pra mim você sempre será uma referência. Gostaria de demonstrar mais também o tamanho da minha admiração por você e talvez tenha errado tanto quanto a isso.

Desculpa pelo atraso também, era pra sua formatura, agora vai ser sem uma ocasião especial, mas pelo simples fato de que você merece de verdade. Andamos juntos (que na minha língua quer dizer te amo e te admiro).

Anúncios

Depressão

Eu definitivamente não sei lidar com ela. Ela é grande. E barulhenta. Eu diria que conseguiria vê-la de longe. E por mais que eu veja a quilômetros de distancia, quando ela de fato encosta em mim, eu não sei o que fazer. Eu simplesmente volto a estado fetal e ali fico. Deitado. Imóvel. Entregue.

Aos poucos eu fui melhorando. Creio eu. Talvez não. Mas eu fui ao menos vendo que era possível não ficar tanto tempo entregue. Tanto tempo imerso nela. Mas era difícil.

No começo era muito mais fácil me entregar. Ela tem um abraço quente e quase que não me sinto sozinho. Ela me faz companhia de um jeito tão gostoso que acredito que estou na companhia de meu melhor amigo. E talvez tenhamos ficados amigos. Mas ela não minha amiga.

Talvez tenha sido. Mas não é mais. Eu não a quero mais como amiga. Hoje eu vejo um pouco claramente ainda, como ela não queria meu bem. E isto é a base pra uma amizade, não é?! Então, decidi mudar. Decidi não ter mais esta amizade pra mim.

Mas ela sempre vem bater a minha porta. Ela me quer de volta. Sente minha falta. Ela volta sempre me implorando perdão e dizendo que vai melhorar. Que agora vai cuidar de mim. As vezes eu acredito. As vezes não. E isso já é bastante. Dizer não, mesmo que só algumas vezes, já é um começo.

Talvez seja hoje apenas uma colega. Que por vezes nos encontramos. Mas que evito.

Filtro

Talvez a bebida tenha mudado, o local, o computador e até eu mesmo. Na verdade, nada aqui é igual ao que era. Mas algo lá no fundo permaneça intacto: a vontade de externalizar. A vontade de botar pra fora tudo aquilo que seguro e fico processando todo tempo comigo mesmo. Aquilo que fico remoendo aqui dentro e só sai depois de muito bem processado.

Eu geralmente seguro tudo o que penso. E repenso. E então, talvez depois de realmente seguro daquilo, expresso minha opinião. É a vontade de não equivocar-se. De não errar. E que erro cometo, não?!

O álcool corre em minhas veias e parecem dilatar meus pensamentos. Começo a processar mais rápido (e também muito menos crítico) tudo o que permanecia na fila de pensamentos e os dedos coçam para digitar. Parecem que sabem que logo estarei apto a dizer bobagens.

E aqui estou digitando freneticamente. E outra coisa me acontece: a saudade que estava de fazer isto. Preciso começar a fazer mais. Talvez sem álcool. Talvez com duas garrafas. Talvez errar mais, quem sabe?!

Minhas queixas

Eu tava pensando e talvez eu tivesse muito o que reclamar: estou tendo problemas com meu apartamento, com meu carro, muitos problemas no trabalho e até no meu casamento. Em todos aspectos da minha vida, eu estou com problemas grandes a serem resolvidos. Mas não ando olhando muito para este lado da moeda.

Na verdade isto é só o copo com água até a metade. Enquanto eu reclama pode-se ler nas entrelinhas as partes boas da vida que eu vejo de fato: eu tenho trabalho, casa, carro e alguém comigo. E sério, não é todo mundo que tem. E não digo isto esnobando quem infelizmente não teve as oportunidades que tive. Eu digo isto enxergando o lado bom da minha vida.

E eu não digo lado bom da moeda por ter “isso tudo”. Na verdade isto é a ponta do iceberg. Eu sou feliz. Isto é o que esta por baixo disto tudo. Este é o motivo de olhar o copo meio cheio: eu sou muito feliz (sem precisar mostrar isto para todo mundo a todo momento) e simplesmente isto me basta. É claro que poder contar com alguns agrados da vida é muito bom, mas não é só.

A vida é como se vê. E se olhar ela com alegria, com satisfação e com agradecimento, é melhor ainda. Porque a vida é nada mais que um espelho, meu caro. Ela é o que se dá. É como se vê. Ela nada mais é que a retribuição de como você a leva.

Meus encontros

Dos encontros que tenho nesta minha vida, os que mais aprecio, de verdade, são aqueles comigo mesmo. Calma, eu não eu não estou enlouquecendo (ainda). É que eu realmente aprecio minha companhia. Só que não a que estou hoje. Eu gosto mesmo de conversar com o Luis Renato do passado e o do futuro. Mais do passado que do futuro. O do futuro é meio imprevisível.

Sempre tem aquela música. Aliás, na minha vida tem muitas. E alguns textos. Eles me fazem quase que conversar comigo mesmo. Lembram-me de como eu era, o que sentia, o que pensava, meus amores, minhas dores, minhas angustias. Esse material todo me faz quase que caracterizar meus antigos eus e então podemos bater um papo. Aqueles do tipo irmão mais velho, sabe?! Nem eu.

Eu gosto de lembrar meus medos, meus anseios, minha vida como era e de alguma forma tentar descobrir como eu me imaginava hoje. Entender o meu passado para tentar matar meus anseios de hoje e minhas imagens do meu futuro. Mas a verdade é que eu faço a mínima ideia de como serei.

Engraçado que quando digo isto as pessoas geralmente comentam quão felizes eram. Sim, eu era feliz. Muito, aliás. Mas ainda sou. Porque quando converso com o Luis Renato do futuro ele me diz isto, diz que sou feliz hoje. Só é mais difícil enxergar isto hoje que daqui uns anos.

Agora minha mente viaja ao som de uma outra música, de um outro período e sei novamente que fui feliz. É sempre assim. Outra época, outra música, outra cidade e o mesmo sentimento: felicidade. Eu sei, fui feliz e ainda sou pra caralho! Mas voltemos ao papo de hoje e cara, você esta envelhecendo. Duas cervejas já fazem o trabalho de algumas doses de wisky. Vai dormir, porque o Luis Renato de amanhã não vai estar tão feliz assim.

PS: talvez este texto tenha feito pouco sentido pra você, mas pro Luis Renato de hoje, fez muito!

Minhas vitórias

Sabe o que todas as minhas vitórias tem em comum? O pensamento em desistir durante todo o processo. Afinal, em todas elas eu tive sempre grande aprendizados. Aprender dói. E geralmente me faz pensar em desistir. É quase como quanto eu tentei andar pela primeira vez que, apesar de não lembrar, provavelmente chorei algumas vezes por cair (não poeticamente) no chão. E assim foram com todas as lições que tive. E quanto mais eu quis aprender, quanto maior o desafio, mais doía.

E esta dor não é fácil de suportar, até porque ela me fez desistir algumas vezes. Desisti do judô, futsal e quase desisti de aprender quando disse aos meus pais que fazer escola, inglês, digitação e um esporte era demais para mim.

Nos meus últimos anos ando desistindo de desistir. Talvez seja a maturidade me ajudando um pouco. Toda a vez que penso em desistir vem o lema dos Engenheiros do Hawaii que diz mais ou menos assim: eu não vim até para desistir agora. E de fato! Quanto mais desisti de desistir, mais difícil fica de desistir. Pois renunciarei a muita coisa. Uma desistência significa desistir de todo o resto que aguentei esse tempo todo. Significa que vai doer ainda mais do que dói para aprender.

E a dor de aprender está me deixando cada vez mais forte. É quase como o ditado de que o que não mata, o deixa mais forte. A dor do aprendizado só faz com que eu seja mais forte hoje para aguentar as tentações e pensamentos de novas desistências. Deixemos as desistências apenas para meus devaneios e que a força de todas os meus aprendizados sejam fortes o bastante para suportar as novas tentações.

Saudade

Uma palavra tão singular que só existe mesmo no nosso belo vocabulário. Deve ser por conta deste sangue latino que nos deixa assim um povo mais caloroso e potencialmente mais saudosos.

E que atire a primeira pedra aquele que nunca se viu vendo fotos antigas e ao mesmo tempo o coração não sentir este belo sorriso e, por vezes, até a garganta sentir um nó. Então para e escuta uma música daquela época e a mente já se refresca de belas imagens. Momentos que nunca mais voltarão, experiências que nunca mais sentiremos e amizades que hoje já não são tão fortes. Estes momentos são tão bons!

Lembrar de como fomos felizes em cada singular sorriso, em cada momento único, em cada dia que já passou é como atestarmos que esta valendo a pena cada momento. É imaginar-nos daqui uns anos, olhando as fotos de hoje e sabermos, termos a exata certeza que sentiremos falta deste momento. Deste exato momento.

Pronto. A lágrima já escorreu e você foi consumido por uma grande onda de emoção que nem ousa descrever ou entender. É sentimento e basta senti-lo. Mas lá no fundo você sabe que é bom. Ah, quantas saudades.

Mudança

E hoje eu mudei. Adicionei alguns novos aplicativos no meu celular, mudei favoritos do meu browser, troquei feeds de notícias, criei um novo e-mail e estou aqui novamente escrevendo para mim mesmo. Aí você me pergunta que raios de mudança é esta. E tem razão, mas as mudanças pra mim são assim.

Começo esta semana mudando várias coisas em mim. O estímulo é um novo gerente, um novo cargo, uma nova visão disto tudo. Acho que ainda não tinha entrado no ambiente em que eu estava.

Eu gosto disto. Me vejo levantando e tirando um pó. Vejo-me desenferrujando aquelas articulações que um dia eram muito boas, aprendiam rápido novos movimentos. Estou gostando de me movimentar novamente. E espero mudar novamente em breve.

Ontem a noite

Ontem eu me deitei para dormir e tive uma idéia de texto genial. Combinava algo de hoje com o passado e como fazia tanto sentido esse meu pensamento de qual eu iria defender arduamente durante linhas. Cheguei a planejar o texto todo. E dormi.

Depois disto eu até tento me lembrar de que pensamento era. Para mim, servia apenas um pedaço de toda história. Eu sei que depois de lembrar algum pequeno pedaço, minha mente daria um jeito de refazer aquele brilhante pensamento e o texto talvez até ficaria melhor, mas nem isto eu fui capaz.

Eu sei da capacidade do texto. Eu sei que seria indicado ao Oscar, se houvesse um Oscar para textos de blogs desconhecidos da subinternet. E eu tenho certeza que concordaria o mundo inteiro com este meu pensamento genial e me carregariam no colo da fama.

Aquele era o texto necessário para que todos entrassem neste humilde endereço, vasculhassem todos os outros brilhantes textos e chegassem a me indicar para Academia Brasileira de Letras. Dariam-me os maiores prêmios da literatura mundial e os pensadores com certeza seguiriam a minha linha de pensamento. Jovens estudariam meus passos, meus textos cairíamos em vestibulares. Mas este foi o sonho de ontem a noite. O texto mesmo era bem mais ou menos.

Minha nova vida

E hoje me encontro como havia muito tempo não ficava: bêbado em frente ao meu blog. Isso não pode dar coisa boa, mas a verdade é que é sempre bom me reencontrar aqui comigo mesmo.

Minha vida tem mudado bastante e sempre para melhor. Eu já disse aqui (acho que mais de uma vez) que de todos os futuros que eu poderia pensar, acredito estar em um dos melhores (se não o melhor) de todos eles. De todos Luises Renatos que eu sou nestes universos paralelos, acredito que muito poucos eu invejaria. Mas hoje eu vou falar de algo que São Paulo anda me ensinando…

Uma coisa que aprendi no meio corporativo ou ~business~ como todo paulista e chegado neste meio adora dizer, é que meu tempo custa muito. No meio corporativo, usa-se isto como medida do tempo trabalhado, mas não é deste tempo que eu falo. Cara, uma cidade como São Paulo, o tempo custa muito mesmo.

Uma que o tempo que eu levo indo pra casa de um amigo beber, é mais do que eu demorava indo de Dourados para Fátima do Sul pular carnaval. O tempo que levo para ir e voltar do trabalho é mais do que demorava em uma aula de inglês. Se o tempo no trabalho vale lá seus reais, o tempo fora dele vale ouro (que como diria o Silvio Santos, vale muito mais que dinheiro).

Autocritica

Textos fictícios de uma vida real. Sempre me critico com a mesma veemência que me idolatro. A autocritica já faz parte da minha vida.
%d bloggers like this: