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Talvez a bebida tenha mudado, o local, o computador e até eu mesmo. Na verdade, nada aqui é igual ao que era. Mas algo lá no fundo permaneça intacto: a vontade de externalizar. A vontade de botar pra fora tudo aquilo que seguro e fico processando todo tempo comigo mesmo. Aquilo que fico remoendo aqui dentro e só sai depois de muito bem processado.

Eu geralmente seguro tudo o que penso. E repenso. E então, talvez depois de realmente seguro daquilo, expresso minha opinião. É a vontade de não equivocar-se. De não errar. E que erro cometo, não?!

O álcool corre em minhas veias e parecem dilatar meus pensamentos. Começo a processar mais rápido (e também muito menos crítico) tudo o que permanecia na fila de pensamentos e os dedos coçam para digitar. Parecem que sabem que logo estarei apto a dizer bobagens.

E aqui estou digitando freneticamente. E outra coisa me acontece: a saudade que estava de fazer isto. Preciso começar a fazer mais. Talvez sem álcool. Talvez com duas garrafas. Talvez errar mais, quem sabe?!

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About Luis Renato dos Santos

Um eterno crítico viciado em coisas boas.

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Autocritica

Textos fictícios de uma vida real. Sempre me critico com a mesma veemência que me idolatro. A autocritica já faz parte da minha vida.
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