Por favor, meu amigo, encha o copo. Agora levante-o e fale, pode ser baixinho, mas fale: um brinde às amizades sinceras.
Os meus amigos com certeza conhecem esse brinde. Brinde que originou-se num ato de falsidade, num momento que se poderia brindar qualquer coisa, menos isso. Mas é daí que surgiu nosso brinde, nosso hino. Ele poderia ter começado num momento difícil, num momento marcante, mas não. Ele iniciou-se com uma história que não é nossa e que malemal conhecemos os personagens.
Os que escutam pela primeira vez devem pensar que se é amizade, não precisa explicitar o sincera. Pobres mortais! A graça está exatamente aí. E em toda essa história de falsidade, toda essa necessidade de explicar que a amizade tem que ser sincera e no quanto isso parece falso. É isso que mostra o quanto a nossa amizade, a amizade dos que erguem o copo ao ouvirem esse brinde, dos que conhecem esse hino, é totalmente diferente de tudo isso.
Esse brinde se tornou um hino aos poucos. Um brinde que foi passando de amigo a amigo sem precisar ser alarmado. E deste ato de falsidade inicial, tornou-se algo marcante. Marcou assim como cada história, cada churrasco, cada conversa, cada abraço, cada amizade!
Esteja onde eu estiver, ao lembrar desses amigos, dessas histórias, desse momentos, eu sei que um sorriso virá ao meu rosto, uma lágrima virá aos meus olhos e uma frase virá em minha mente: um brinde às amizades sinceras.
Luis Renato dos Santos